Ato de Caetano Veloso e Djavan pró-Lula na orla do Rio chega após decisão
Apresentações em Copacabana entraram na mira de ações judiciais a poucos dias da votação do segundo turno presidencial.
O cantor e compositor Caetano Veloso liderou o “Ato Musical pela Democracia” na tarde deste domingo (18), na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O encontro, realizado na altura do Posto 5, reuniu artistas renomados como Djavan em uma mobilização de apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a uma semana da votação do segundo turno.
A concentração do público começou às 14h na orla carioca, segundo informações apuradas pelo G1 e pela Folha de S.Paulo. As apresentações musicais tiveram início por volta de 16h15, com abertura feita por Edu Krieger. Além de Caetano e Djavan, subiram ao trio e marcaram presença nomes como Simone, Marina Sena, Chico César, João Bosco, Frejat e Fernanda Abreu.
Discurso de Chico Buarque no Centro
A programação cultural e política em favor da candidatura petista começou ainda no período da manhã. Manifestantes e estudantes caminharam da Igreja da Candelária até a Cinelândia, no Centro da capital fluminense, onde o cantor Chico Buarque discursou para a multidão presente.
Em sua fala aos manifestantes, Chico declarou: “Estamos aqui contra a truculência e contra a subserviência. Viva os estudantes, viva a democracia e viva o presidente Lula”.
Decisão da Justiça Eleitoral
A realização do evento musical na praia ocorreu após questionamentos na esfera judicial. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), extinguiu sem julgamento de mérito uma ação que pedia a suspensão do ato em Copacabana sob alegação de suposto showmício, fundamentando a decisão na ilegitimidade dos autores.
Em outro processo, movido pelo Partido Novo, o corregedor-geral eleitoral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, também negou o pedido de veto prévio aos shows. Em sua decisão, o magistrado destacou que “a convergência de posicionamentos políticos entre os organizadores e determinada candidatura não permite presumir a existência de vínculo jurídico, financeiro ou organizacional que transforme manifestações da sociedade civil em eventos de campanha eleitoral”.
O chamado para a mobilização havia sido feito por Caetano Veloso em 13 de outubro, em conjunto com os coletivos 342 Artes e Mídia NINJA. Na ocasião, o perfil conjunto dos organizadores informou que “a manifestação será em defesa da democracia, amparada pelos direitos à livre expressão artística, de ir e vir e à reunião pacífica”.
Reta final da disputa eleitoral
A mobilização deste domingo acontece em meio à reta final da disputa presidencial. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%, definindo a disputa para o segundo turno no próximo dia 25 de outubro.
Também neste domingo, o candidato Flávio Bolsonaro esteve em ato político às 11h na Avenida Paulista, em São Paulo, acompanhado pelo governador paulista Tarcísio de Freitas e pelo prefeito Ricardo Nunes. Outras manifestações pró-Lula ocorreram em diferentes capitais ao longo do dia, incluindo uma caminhada em Salvador com a presença de Gilberto Gil e Daniela Mercury, além de encontros em Brasília e Porto Alegre.
A Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro não divulgaram estimativa numérica de público presente na orla de Copacabana. Não há confirmação sobre a apresentação de eventuais novas representações jurídicas a respeito do formato dos shows após o encerramento das apresentações.





