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Juliette rebate Flávio Bolsonaro sobre Nossa Senhora e fala em crime

A influenciadora alertou que imputar repasse de verba pública sem provas é ilegal e defendeu a checagem rigorosa da gravação sobre a santa.

Por Redação Agência News
Juliette
Juliette em 2026. Foto: Felipe.bzra via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0), recortada

A cantora e influenciadora Juliette Freire publicou uma sequência de vídeos no Instagram, nesta quarta-feira (14), para rebater as críticas e acusações feitas pelo senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O atrito começou depois que o parlamentar a chamou de mentirosa por conta da participação da artista em uma gravação sobre episódios de intolerância religiosa contra a figura de Nossa Senhora Aparecida.

Em sua resposta, Juliette negou veementemente ter recebido qualquer valor financeiro ou verba governamental para gravar o material do projeto Revelando e desafiou publicamente quem a acusa a apresentar provas. A campeã do BBB 21 ressaltou que a atribuição falsa de recebimento de verba pública constitui crime, conforme noticiaram a Band e a Folha de S.Paulo (F5).

O posicionamento da cantora

Durante o desabafo publicado nos Stories de sua rede social, Juliette afirmou que todo o conteúdo veiculado passou por apuração prévia e defendeu a seriedade do trabalho exibido aos seguidores.

“Não há uma vírgula nesse vídeo que não tenha sido checada, que não seja verdade. Você pode discordar da interpretação, mas não pode dizer que não é verdade”, declarou a artista.

Em seguida, Juliette fez um desafio direto aos responsáveis pelas declarações contra ela na internet: “Eu jamais, em hipótese alguma, receberia um centavo. Eu desafio as pessoas que estão sugerindo que eu eu possa ter recebido alguma coisa que quer que seja, prove o que estão falando. Porque iso é crime, dizer que outra pessoa recebeu dinheiro público para o que quer que seja, tem que ser provado”.

A paraibana também lamentou a circulação de trechos descontextualizados na rede. “Não vou tocar mais nesse assunto. Não acreditem em corte de internet, é impressionante, vejam o vídeo inteiro, eu fui muito respeitosa, não só com as pessoas citadas, mas com a verdade e com as religiões. Eu tive muito cuidado”, acrescentou Juliette, pontuando ainda: “Infelizmente, os vídeos curtos, recortes, inserts, edições, prevalecem na internet. Mas a melhor coisa do mundo é que minha história fala por si só. Eu tenho a cosnciência tranquila”.

A origem do desentendimento

A controvérsia teve início na segunda-feira (12), feriado dedicado à padroeira do Brasil. Na data, Juliette participou da produção intitulada “A Guerra à Santa”, veiculada pelo projeto Revelando. O material abordou ataques direcionados à padroeira e apontou a proximidade de Flávio Bolsonaro com o bispo JB Carvalho, líder da Comunidade das Nações, templo religioso onde o candidato se batizou. O líder religioso é autor de obras e discursos contrários ao reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país.

No mesmo dia, Flávio publicou um comentário nas redes sociais atacando a artista e associando o vídeo a uma estratégia eleitoral adversária: “Quem é 22 curte! Pare de explorar eleitoralmente N. Sra. Aparecida. É um grande desrespeito com milhões de cristãos, ainda mais usando a maior FAKE NEWS das eleições. Lula está cansado, o povo brasileiro está cansado dele e por isso votou na MUDANÇA!”. Conforme registrado pelo portal Pleno.News, a manifestação do senador acumulou mais de 330 mil curtidas.

O que se sabe até agora

Com a aproximação do segundo turno da disputa eleitoral marcado para 25 de outubro de 2026, a troca de declarações entre artistas e postulantes ao Planalto ampliou a repercussão nas plataformas digitais.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a apresentação de provas por parte de Flávio Bolsonaro ou de sua equipe relativas ao suposto financiamento da gravação. Também não há confirmação se o episódio motivará medidas judiciais de alguma das partes ou representações perante o Tribunal Superior Eleitoral.

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