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Mansão de Renato Aragão vira alvo de penhora da Justiça por dívida

Imóvel de luxo no Rio acumulou anos de pendências fiscais com a prefeitura, e equipe do humorista se manifestou sobre o pagamento cobrado.

Por Redação Agência News
Renato Aragão
Renato Aragão em 2017. Foto: Michel Temer via Wikimedia Commons (CC BY 2.0), recortada

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora e a avaliação da mansão do humorista Renato Aragão, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital. A decisão, assinada pela juíza Kátia Cristina Nascentes Torres, da 12ª Vara da Fazenda Pública, foi tomada no âmbito de uma execução fiscal movida pelo município em razão de dívidas de IPTU acumuladas entre 2021 e 2023, que hoje somam cerca de R$ 676 mil.

A ordem judicial e a defesa do artista

Segundo informações reveladas pelo jornalista Valmir Moratelli e confirmadas pela coluna de Fábia Oliveira no Metrópoles e pelo g1, o despacho nomeou Renato Aragão como fiel depositário do bem e determinou a intimação da esposa do ator. Após a notificação formal, a defesa terá um prazo de 30 dias para apresentar eventuais embargos à execução.

A Procuradoria Geral do Município do Rio de Janeiro confirmou que a pendência tributária do imóvel permanece em aberto. Diante da repercussão, a assessoria de imprensa do comediante informou que

“o débito mencionado nas recentes publicações será integralmente quitado.”

Em nota enviada à imprensa, os representantes de Renato Aragão também pontuaram que

“O caso está sendo devidamente acompanhado por seus advogados, que estão adotando todas as providências necessárias para a regularização da situação”

.

Detalhes do imóvel e histórico da cobrança

De acordo com apurações do portal O Fuxico, a propriedade conta com aproximadamente 3 mil metros quadrados de área construída dentro de um terreno de mais de 400 mil metros quadrados. A estrutura inclui heliponto, piscina e quadras esportivas, e o imóvel chegou a ser anunciado para venda por valores entre R$ 18 milhões e R$ 20 milhões desde 2023.

A disputa judicial começou em dezembro de 2025, quando a Prefeitura do Rio ajuizou a cobrança fiscal cobrando inicialmente R$ 548.283,69 referentes aos impostos prediais em atraso. Em janeiro de 2026, a Justiça chegou a expedir carta de citação com prazo de cinco dias para quitação. Como o pagamento não ocorreu na ocasião, o município solicitou em abril o arresto dos bens para assegurar o valor devido, que atingiu R$ 676 mil após correções e encargos.

O que se sabe e os próximos passos

A determinação de penhora funciona como uma garantia processual da dívida e não representa a perda imediata da residência nem a realização de leilão. Até o momento, ainda não foi divulgada a data em que o oficial de Justiça fará a diligência presencial no local para formalizar a avaliação do imóvel.

Também não foi informado publicamente se a defesa fará o pagamento do valor integral à vista ou se buscará parcelamento junto à Fazenda Pública municipal, nem se ingressará com recursos formais antes do encerramento do prazo legal.

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