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Marina Sena justifica ausência no segundo turno após pressão na web

A cantora encarou cobranças públicas após apoiar Lula e admitiu que um plano de viagem de última hora não funcionou como a equipe esperava.

Por Redação Agência News
Marina Sena
Marina Sena em 2024. Foto: Festival Sensacional via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0), recortada

A cantora Marina Sena foi às redes sociais neste sábado, 24 de outubro, para explicar aos fãs o motivo de não comparecer às urnas no segundo turno da eleição presidencial de 2026. A artista está na Europa com a turnê “Coisas Naturais Eurotour 2026”, iniciada no início de outubro e agendada desde o começo do ano, com apresentação marcada para domingo, 25 de outubro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Em publicação compartilhada em seu perfil no X, Marina revelou que tentou conciliar os compromissos de trabalho com uma viagem rápida de ida e volta ao Brasil para votar em São Paulo, mas não teve sucesso logístico na operação.

X@amarinasenaVer a publicação

A cantora reconheceu a falha perante os seguidores e destacou a seriedade com que encara o processo eleitoral brasileiro: “Votar pra mim é um ato importante que exerço desde meus 16 anos com muito compromisso, mas desta vez, falhei no segundo turno.”

Logística e compromisso com equipe

Diante dos questionamentos de usuários do X e do Instagram, Marina Sena detalhou a complexidade de manter o cronograma de apresentações fora do país. A artista explicou que a decisão envolveu o sustento dos profissionais que a acompanham na viagem ao exterior.

“Não é apenas um show, é uma turnê inteira, que exige muito comprometimento para que não se torne insustentável pra mim e todos os envolvidos, que dependem também desse trabalho”, declarou a artista em sua publicação oficial.

A cantora reforçou seu posicionamento político na disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro: “De toda forma, meu coração e meu apoio estão com Lula 13.”

Cobrança nas redes e histórico eleitoral

A ausência física de Marina nas urnas gerou críticas de seguidores, que apontaram contradição com seu histórico de engajamento público, além de levantarem dúvidas sobre os direitos eleitorais da equipe técnica que trabalha na turnê. Segundo as regras da legislação eleitoral brasileira, não existe previsão de voto em trânsito no exterior para eleitores que estão apenas em viagens temporárias de trabalho.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro de 2026, Marina Sena viajou diretamente de um show no Rio de Janeiro para exercer o voto em São Paulo. Em 7 de outubro, a cantora publicou um vídeo declarando apoio à reeleição de Lula e esteve presente em manifestações e ato musical na praia de Copacabana.

O deputado federal André Janones (eleito em 2022) saiu em defesa da artista contra cobranças virtuais nas redes sociais. Em publicação no X, o parlamentar criticou o cancelamento: “Palhaçada isso que estão tentando fazer com ela!”

Para Janones, o planejamento da agenda internacional foi montado com base na projeção do resultado eleitoral. “A menina é super influente, deu a cara a tapa, se expôs, tá militando abertamente, aí o único ‘erro’ dela foi acreditar que venceríamos no primeiro turno”, escreveu o deputado.

O que ainda não se sabe

Até o momento, não foi divulgada a quantidade exata de integrantes da equipe da artista que estão trabalhando no exterior durante a turnê, nem se esses profissionais possuem domicílio eleitoral registrado fora do país ou se também farão a justificativa de ausência pelo sistema eleitoral. Também não há confirmação se a equipe cogitou formalmente cancelar a data em Lisboa antes de manter a apresentação de domingo.

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