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TV e Novelas

Morre Nilton Travesso, diretor de TV aos 92 anos que marcou a dramaturgia

Nome fundamental dos festivais da MPB aos fenômenos Pantanal e Éramos Seis, o produtor faleceu no Hospital Sírio-Libanês e terá velório na capital paulista.

Por Redação Agência News
A wooden director's chair against a vibrant red backdrop, symbolizing film industry authority.
Foto ilustrativa: Israyosoy S. / Pexels (Pexels License)

O diretor e produtor de televisão Nilton Travesso morreu aos 92 anos nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, na cidade de São Paulo. A informação foi confirmada pelo SBT em nota oficial e apurada por veículos jornalísticos.

Travesso estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o início da semana e morreu em decorrência de uma infecção generalizada. Nos últimos anos, ele enfrentava um histórico delicado de saúde, tendo superado um acidente vascular cerebral, um câncer de orelha e complicações cardíacas e pulmonares preexistentes.

Carreira histórica e pioneirismo

Nilton Travesso começou a trabalhar no setor em 1953, quando participou dos primeiros testes e da inauguração da TV Record. Conforme relembrou o Notícias da TV, o profissional costumava destacar sua ligação com a criação do canal ao dizer: “Eu inaugurei a TV Record”. Na emissora paulista, fez parte da famosa “Equipe A”, ao lado de nomes como Raul Duarte, Manoel Carlos e Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o Seu Tuta, comandando clássicos como a Família Trapo, o programa Jovem Guarda e os grandes festivais da MPB.

Em 1974, Nilton migrou para a TV Globo, canal onde participou do processo de criação do Fantástico. Na emissora, foi o diretor do clipe da música “América do Sul”, estrelado por Ney Matogrosso e apontado como o primeiro videoclipe exibido na televisão brasileira. Ao longo das décadas, colaborou no desenvolvimento de produções como TV Mulher, Som Brasil, Balão Mágico, Chico Anysio Show e, nos anos 2000, o matinal Mais Você. Em participação na atração comandada por Ana Maria Braga naquele mesmo ano, resgatada pelo g1, ele resumiu sua paixão pelo trabalho: “É fascinante”.

O diretor também atuou na TV Manchete, integrando a estrutura do núcleo de teledramaturgia que produziu novelas como Pantanal e A História de Ana Raio e Zé Trovão, ambas exibidas em 1990. No SBT, chefiou a retomada do setor de dramaturgia durante a década de 1990, capitaneando títulos como Éramos Seis e As Pupilas do Senhor Reitor, em 1994. Além dos estúdios, dedicou-se à formação de novos talentos ao fundar, em 2001, a escola Nilton Travesso Oficina de Atores, localizada no bairro de Pinheiros, na capital paulista.

Pesar e homenagens

Em nota oficial, o Grupo Silvio Santos lamentou a perda do diretor e prestou condolências à família. “O Grupo Silvio Santos, por meio do Sistema Brasileiro de Televisão, lamenta a morte de Nilton Travesso, grande diretor, dedicado a levar produtos de qualidade ao telespectador e, sobretudo, um grande amigo e parceiro, que tratava a todos com igual atenção e respeito. Seu legado servirá de referência para a nova geração de diretores. A emissora se solidariza com sua esposa, a jornalista Marilu Torres, com seu filho, o diretor de televisão Marcelo Travesso, e todos os familiares”, informou o comunicado.

Nilton Travesso deixa a esposa, a jornalista Marilu Torres, com quem era casado desde 1962, e o filho, Marcelo Travesso, que também atua como diretor de televisão.

Informações sobre a despedida

O velório do diretor foi marcado para este sábado, 7 de novembro de 2026, das 10h às 17h, na Funeral Home, casa funerária localizada no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo.

Até o momento, a família não divulgou o local e o horário exatos em que serão realizados o sepultamento ou a cremação do corpo do produtor após o término do velório.

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