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agêncianews Terça-feira, 27 de outubro
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Realities

‘Ser humano chato’: Galisteu aponta problema dos peões em A Fazenda 18

A apresentadora avaliou a convivência pesada no reality rural e ligou a postura dos participantes ao clima tenso vivido no país após as eleições.

Por Redação Agência News
Adriane Galisteu
Adriane Galisteu em 2011. Foto: Carlos Oliveira Reis via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0), recortada

A apresentadora Adriane Galisteu fez uma análise direta sobre o comportamento dos participantes de A Fazenda 18 durante participação no Link Podcast na segunda-feira (26/10). Ao lado de Dudu Camargo, a titular do reality show da Record afirmou que o elenco perdeu o humor e tem encarado todas as dinâmicas e atritos com excesso de rigidez, sem espaço para brincadeiras.

As declarações foram noticiadas por portais como o Notícias da TV e a Rádio Itatiaia. Para Galisteu, a falta de descontração afeta o andamento do jogo, no qual os confinados até entregam embates, mas não conseguem relaxar.

Cobrança por humor e leveza

Durante a conversa, Galisteu explicou o que tem incomodado na convivência observada no programa rural. Ela ressaltou que a convivência pesada impede qualquer momento de descontração entre os próprios concorrentes.

“O que mexe comigo nesse elenco é que falta um pouco de humor. Porque causar, eles causam, mas eles não conseguem se divertir. Eles levam tudo muito a sério! Eu não consigo tirar um sarro de você, porque você pode falar alguma coisa”

Dudu Camargo, que dividia a transmissão com a apresentadora, concordou com a percepção sobre a postura sensível do elenco e definiu a temporada com uma frase curta:

“É A Fazenda da militância!”

Reflexo do clima fora da sede

Além de diagnosticar o reality, Galisteu ampliou o debate para o momento vivido pela sociedade brasileira em 2026. A apresentadora associou a intolerância vista em Itapecerica da Serra com a recente eleição presidencial e a derrota na Copa do Mundo.

“O Brasil está vivendo isso neste momento. A gente está chato. Não é o reality que está chato, o ser humano está chato, o brasileiro está chato. A gente não acha mais graça de quem pensa diferente da gente, a gente não respeita quem pensa diferente. A gente está vivendo isso na nossa vida aqui fora”

Segundo a comunicadora, o programa rural funciona como um termômetro direto do comportamento coletivo, principalmente após um período conturbado no país.

“É um ano mais atípico, a gente perdeu a Copa, teve eleição, metade do Brasil está feliz, metade não está. Isso reflete no jeito que as pessoas lidam com as coisas. Acho que [A Fazenda] é um termômetro real do que acontece aqui fora. A gente está vivendo essa chatice. Às vezes olhar no espelho é importante para falar: ‘Opa, vou mudar isso'”

Desistências marcaram a edição

Na mesma participação no podcast, Galisteu lamentou as baixas ocorridas ao longo das primeiras seis semanas de exibição do programa, que estreou em 14 de setembro de 2026. A apresentadora citou nominalmente as desistências de Gabriel Torres e do cantor e ator Jottapê.

Gabriel Torres pediu para deixar a sede em 23 de outubro de 2026, um dia após ter conseguido escapar da eliminação na Roça. As desistências consecutivas intensificaram o clima de desgaste dentro da propriedade rural da Record, como também reportaram o UOL Splash e o Metrópoles.

Apesar do desabafo no canal de entrevistas, ainda não se sabe se Galisteu pretende levar essas cobranças sobre bom humor e flexibilidade diretamente aos peões durante as próximas transmissões ao vivo da emissora.

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